segunda-feira, 27 de junho de 2016

Livro - Os Catitas e as Emoções - A Alegria faz Rir e Chorar

Olá a todos!
Após uma pausa, estou de volta com mais um livro da Dr.ª Catita!


Este livro divide-se como os anteriores, em que em primeiro lugar é feita a apresentação/explicação do sentimento, na sua forma de aparecer e pela sua importância na vida. De seguida uma apresentação dos vários Catitas (sentimentos) que passa, logo de seguida, para a história em si. Por fim, segue uma "nota para os crescidos" e actividades para pensar sobre os acontecimentos do livro e sobre si mesmo.



Ao aproximarem-se as férias de verão e o final de mais um ano letivo, a turma estava ao rubro com a festa de final de ano e todos em êxtase para alcançar o prémio final, passar de ano. Além disso, era um momento de grande impacto, iriam mudar de ciclo. Com tanta alegria e tanto empenho nas tarefas, estavam todos muita agitados! Ups, esqueceram-se do momento final, da entrega dos diplomas e, com esta tontice, tornou-se tudo muito engraçado ao perceber como cada um reagia aos acontecimentos. Uns ficaram pasmados, outros riram e outros, até choraram. Assim, perceberam que algumas lágrimas também podem significar emotividade pelos bons e óptimos momentos, tal como fica a professora Sissi ao receber um presente!

Este livro é uma importante ferramenta para compreender como nós podemos ser tão diferentes até no momento de festejo e de muita alegria.

Para professores este livro pode ser uma forma muito agradável de abordar o final de ano e o facto dos meninos mudarem de ciclo. Pode mesmo ser um ponto de partida para abordar as mudanças que irão ocorrer no próximo ano, no novo ciclo, onde irá haver uma nova maneira de se estar na escola...
Este livro, juntamente com a restante colecção, é um óptimo instrumento para professores, pais e psicólogos, para ensinar as crianças sobre as suas emoções.


Por experiência própria, digo-vos, vale a pena adquiri-los! Para tal, podem contactar através da página do Facebook da Dr.ª Catita!
 
Energias positivas para todos!!!
Nathalie M.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Livro - Os Catitas e as Emoções - A Raiva



Depois da Tristeza e da Lili, venho apresentar-vos mais um fantástico livro da Dr.ª Catita, com os Catitas e as Emoções. Desta vez apresento o Simão, com dificuldades de atitude, que após se descontrolar, demonstrou uma grande RAIVA, acabando por fazer asneira. 


Este livro, tal como os outros, é composto por vários momentos, sendo o primeiro a apresentação/explicação do sentimento, na sua forma de aparecer e pela sua importância na vida. De seguida uma apresentação dos vários Catitas (sentimentos) que passa, logo de seguida, para a história em si. Por fim, segue uma "nota para os crescidos" e actividades para pensar sobre os acontecimentos do livro e sobre si mesmo.

O Simão, após um jogo de futebol, mostra mau perder e acaba por destruir uma janela e magoar os seus amigos. A história transmite uma mensagem muito importante sobre a necessidade de auto-controlo, sobre as consequências para o outro e para si mesmo. Ainda, revela uma importante representação de como o adulto deve lidar com situações como esta, com assertividade, sem cólera e ensinando o respeito através da reflexão. Também, de uma forma muito simples mas eficaz, mostra também algumas dicas sobre como lidar com a raiva e obter controlo.

Na minha prática, este livro foi muito útil pois deparei-me com uma situação semelhante, em que um dos meus meninos atirou pedras aos colegas, sendo isto fruto de um descontrolo emocional. Achei que seria uma óptima oportunidade transmitir a mensagem através do livro, com o qual o menino se podia identificar com o Simão. Foi muito pertinente para pensarmos sobre o que aconteceu e nas reais consequências dos seus actos.

Este livro, juntamente com a restante colecção, é um óptimo instrumento para professores, pais e psicólogos, para ensinar as crianças sobre as suas emoções.


Por experiência própria, digo-vos, vale a pena adquiri-los! Para tal, podem contactar através da página do Facebook da Dr.ª Catita!
 
Energias positivas para todos!!!
Nathalie M.


quarta-feira, 9 de março de 2016

Livro - Os Catitas e as Emoções - A Tristeza


Este post é, em primeiro lugar, um grande obrigada à Dr.ª Isabel Soares, a querida Dr.ª Catita!

No passado mês de Fevereiro tive acesso a esta fantástica colecção de livros que começam a fazer sucesso nas minhas consultas!

Os livros retratam situações, com várias personagens, que ilustram acontecimentos e respectivos sentimentos, de um forma tão simples e real que as crianças identificam-se com os Catitas.

Irei, nos próximos tempos, apresentar-vos cada livro, tentando ao máximo partilhar a minha experiência na prática da psicologia. Os sentimentos abordados serão: A Tristeza, a Raiva, o Nojo, Uma Surpresa Má pode trazer uma Surpresa Boa (Surpresa), a Alegria e o Medo.

Os livros são compostos por vários momentos. No primeiro momento, há a apresentação/explicação do sentimento, na sua forma de aparecer e pela sua importância na vida. De seguida uma apresentação dos vários Catitas (sentimentos) que passa, logo de seguida, para a história em si. Por fim, segue uma "nota para os crescidos" e actividades para pensar sobre os acontecimentos do livro e sobre si mesmo.



O livro que irei apresentar desta vez é a Tristeza, bem representada pela história da Lili, uma menina que passou pelo processo de doença da mãe, pela sua morte, e pela consequências do seu estado emocional na escola e no seu corpo, assim como as suas dúvidas e culpabilização. A história dá exemplo das estratégias usadas pelas pessoas à sua volta para ajudá-la a sentir-se melhor.

É uma história simples mas que retrata com muita complexidade um assunto que muitos adultos temem. Falar da morte pode parecer assustador mas os Catitas ajudam a simplificar. 

Mesmo que a criança nunca tenha passado pela situação, a leitura destes livros são uma mais-valia para tomarem conhecimento desta realidade, que pode acontecer a qualquer um, a qualquer hora.

Estes livros podem dirigir-se a pais, professores, educadores e/ou psicólogos. 

Na minha prática, aconteceu um momento muito curioso. Em consulta, tenho uma criança que está a passar por um processo de luto pela recente morte do avô. Ainda, no último mês, passou pela notícia de que irá haver um novo membro na família, reagindo com muita zanga. Apesar do nascimento, o medo da ausência de destaque e de haver uma distribuição de atenção, parece trazer a sensação de perda que necessitará, com certeza, de passar pelo luto desta forma de existir. 
A criança, ao ver o livro, identificou-se e, apesar de ser uma criança que evita, a todo o custo, tratar destes assuntos, o livro serviu como desbloqueador, facilitador da escuta e como folha em branco para expressar o que sente. Foi muito enriquecedor.

Por experiência própria, digo-vos, vale a pena adquiri-los! Para tal, podem contactar através da página do Facebook da Dr.ª Catita!
Energias positivas para todos!!!
Nathalie M.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Livro - A Onda, Suzy Lee, Gatafunho

(Suzy Lee, Gatafunho, 2009)


A Onda, é um livro sem palavras mas que nos diz muito sobre a interpretação da linguagem não-verbal. Torna-se interessante pela informação que nos dá sobre a forma como cada um sabe (ou não quer saber) interpretar os sinais. Abre os sentidos sobre as expressões, quer da menina, quer do mar!
A menina explora, assusta-se, desafia, envolve-se... e o mar? Impõe-se, zanga-se, relaxa e traz alegria! Há mil interpretações que podem ser dadas mas, sem dúvida, é um livro óptimo para trabalhar com os adolescentes. 
Na sessão, gosto de sugerir vermos o livro. Caso queiram, peço que me tentem descrever o que acham que a menina sente e o que o mar tenta expressar. Ás vezes, ouvem-se pormenores engraçados e, muitas vezes, servem de desbloqueadores em jovens introvertidos.
Recomendo a todos este livro. É bonito e dá vontade de ver e rever, vezes sem fim...

Eu comprei o meu na Fnac mas vejo-o sempre na Feira do Livro. A Editora é a Gatafunho e a Autora, Suzy Lee.

Aproveitem!

Deixo-vos um vídeo que mostra o livro!
 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

I Encontro "Família e Saúde Mental na Amadora: Contributos para a Reflexão"





No dia 15 de Dezembro tive o prazer de fazer um comunicação no I Encontro "Família e Saúde Mental na Amadora: Contributos para a Reflexão", a representar a NUPIC. 
Agradeço também o reconhecimento dado pela ECJ Amadora pelo meu e nosso trabalho, sendo para mim, uma grande honra poder partilhar o trabalho desenvolvido junto, essencialmente, da pequenada!

Boas energias a todos!
Nathalie Marques

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ludoterapia - Polícia, Ambulância e Bombeiros



Olá a todos,

Hoje o tema são os carros de urgência - Polícia, Ambulância e Bombeiros - que fazem parte da mala lúdica. Normalmente, fazem-se acompanhar de carros regulares (um familiar e outro desportivo, de preferência) mas optei por falar apenas destes, por enquanto.

Os carros, da minha experiência, são, com maior frequência, utilizados pelos rapazes. 
A fertilidade da imaginação das crianças é vasta e estes brinquedos podem tornar-se agentes de uma grande variedade de acções.

Na minha prática clínica, o que mais tenho observado é uma interacção tendencialmente agressiva para com os veículos, no geral. Frequentemente vejo-os a serem pilotos de corridas, vítimas de quedas em ravinas (da mesa para baixo) ou alvos em guerras entre o bem o e mal.

Enquanto terapeuta, tento dar uma nova perspectiva sobre o que lhes irá acontecer, como por exemplo, "alguém" deixar de poder ser cuidado porque os carros já não estão a funcionar...

Também tenho assistido a estes carros serem associados a "maus"... Das várias vezes que isto surgiu, foram em crianças que pareciam estar em conflito com a terapeuta, tendo eu associado ao facto de estes veículos terem uma conotação de agentes de poder ou de "terapeutas" e projectarem neles este conflito interno.

De uma forma geral, em termos teóricos, estes brinquedos têm como significado o seguinte:

Bombeiros: Amigo, que apaga o fogo emotivo, apaziguador.

Ambulância: Cuidador

Polícia: Superego/Limites e regras.

É importante nunca esquecer que estes significados são genéricos mas que devem ser sempre contextualizados no momento lúdico. Há vários factores que vão interferir na interpretação, sendo por isso muito importante a observação clínica, estar tento à história de vida da criança, a atitude em sessão, o que é verbalizado e a forma como concluem a brincadeira.

Espero que possam contribuir para este post com a vossa opinião.

Energias positivas para todos!!!
Nathalie Marques

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Livro de Treino da Mente - "Altamente" (Edicare Editora)

Olá a Todos,

Venho apresentar-vos mais um livro, ALTAMENTE - Livro de Treino Mental, da Edicare Editora. É um livro simples que, com pequenos exercícios, dá-nos dicas para treinar a nossa mente e o nosso corpo.

O livro é constituído por uma introdução aos temas, definindo conceitos e dando exemplos. No fim, termina com uma síntese com palavras-chave e exercícios para pôr em prática o que foi aprendido.

Os temas abordados são, por exemplo, Lidar com o Medo; Desenvolver uma Visão Optimista; Estratégias de Representação Mental para Mudar o Estado Emocional e o Corpo, através da visualização, sugestão e repetição; e Treino para o Relaxamento.

Parece-me acessível a todos e, para a prática da psicologia, uma boa ferramenta. Tal como em quase todos os materiais que vou apresentando é necessário adaptar ao nosso setting. Os exercícios apresentados poderão colaborar para a aprendizagem de estratégias para o aumento do auto-conceito, auto-estima, controlo da ansiedade e maior conhecimento sobre o próprio corpo. Este último é muito importante uma vez que, conhecer os sinais corporais actua como factor preventivo de comportamentos desadequados e aprendizagem da gestão emocional.


Fotgrafias: Nathalie Marques
Livro "Altamente - Livro de Treino Mental, Edicare Editora, Margarida Fonseca Santos & Joana Jesus".


Espero que gostem tanto quanto eu!!!
Boa Energia para Todos!
Nathalie Marques

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Jogar para Crescer e Relacionar

(Fotografia por Nathalie Marques - Jogo "Jenga")

Muitas vezes as pessoas perguntam-me para que serve jogar nas sessões de psicologia. A resposta não pode ser dada com simplicidade porque requer explicar vários domínios que são influenciados por este momento lúdico. Ao contrário de "brincar", "jogar" implica, normalmente, regras definidas, que não devem ser alteradas e, ainda, competitividade.
Na minha prática, aprendi que "jogar" pode ser também um óptimo meio de comunicação silencioso. Crianças e Jovens introvertidos ou com muitas dificuldades de comunicação, dificilmente irão passar informação sobre si e elaborar os seus conteúdos internos através da expressão oral. Característico desta população é também a grande dificuldade em estabelecer uma relação. Neste sentido, desde logo que percebi que jogar permite uma nova forma de interacção, sem implicar uma exposição muito acentuada e muito facilitadora da relação. 
Um bom exemplo é o jogo "Jenga", que consiste em construir uma torre e, de seguida, ir retirando peças até que um jogador tire a peça fatal e perca o Jogo. Neste caso específico (porque há várias versões do jogo) tem um dado que te indica qual a peça que deverá ser tirada, isto é, se sair o padrão da Zebra, é um bloco dessa cor que deverá ser tirado tentando, ao máximo, garantir o equilíbrio entre as peças.

Os jogos no geral têm várias funções quer ao nível social como pessoal e deixo-vos aqui alguns itens a serem considerados.

Aprender a Esperar:  Os jogos, pela sua exigência em ter, pelo menos, dois jogadores, contribuem para a aprendizagem de esperar. Tal como cita Bettelheim (2003) "aguardar pacientemente é uma lição, muito difícil, que as crianças têm que aprender. A criança pode ser paciente porque sabe que é preciso obedecer à regra do jogo e que será dentro em breve a primeira da fila. Comparemos estes jogos com o conceito de espera paciente que é suposto a criança aprender na escola. Esperar a sua vez porque senão o fizer o jogo se torna impossível é uma coisa completamente diferente  de estar na fila para entrar na sala de aula depois de o recreio acabar. As crianças detestam que lhes impinjam os sermões moralizantes sobre cooperação e responsabilidades sociais, não vale a pena dizer a uma criança que estas virtudes são desejáveis, pois ela sabe perfeitamente que se sentiria muito mais feliz se pudesse pura e simplesmente seguir e dar livre curso às suas tendências egoístas. Mas se tentar fazê-lo em pleno jogo, este imediatamente fica desorganizado e assim a criança é obrigada a aprender a controlar-se".

Aprender a concentrar-se: A actividade lúdica do jogo permite ainda desenvolver a capacidade de concentração e atenção, focando-se no seu papel e a tomar atenção naquilo que os outros jogadores fazem.

Aprender a Perder:  Bettelheim (2003) diz também que as crianças "aprendem qualquer coisa que escapa (...) a na nossa sociedade: a importância de saber perder. As crianças tornaram-se rapidemanete capazes de aceitar uma derrota sem se sentirem acabrunhadas por ela, pois dão-se conta de que o jogo, como mais tarde na vida, não se pode ser sempre o mais forte. Mas para isso, é preciso que a sua participação no jogo seja espontânea e livre de qualquer pressão do exterior. Não serve de nada dizer a uma criança que deve ser "um bom jogador". Ninguém adopta uma determinada atitude pela simples razão de lhe dizerem que essa é a atitude desejável. A criança não é capaz de integrar essas atitudes senão participando em situações que as tornem indispensáveis e que lhe provam que são em seu benefício".

Aprender o (Auto)controlo: O jogo, pela necessidade de espera e pelo cumprimento das regras, mesmo que leve à derrota, principalmente nas crianças mais velhas, aprendem, sobretudo, a controlar a agressividade e a suportar a agressividade dos seus adversários. Apenas com controlo é possível sentir prazer nas contínuas interacções que animam todos os jogos em que intervém parceiros que são também adversários. Ter em conta que este é um progresso prolongado na sua evolução. Só assim é possível a criança aceitar e compreender o facto de que as regras são seguidas, não por razões abstractas, mas sim porque elas podem permitir ao jogador evoluir dentro de condições aceitáveis (Bettelheim,2003).

Aprender a Socializar: Entre os pares, a discussão sobre a escolha de um jogo e as suas regras ocupam grande parte do tempo até jogarem, havendo naturalmente uma evolução sobre o papel que cada um deverá desempenhar. Tendo em conta a natureza do grupo, este momento pode ajudar a fomentar na criança a capacidade de apreciar o que é conveniente e o que não é, pesar os argumentos, tomar conhecimento da importância primordial do consenso e quais são os melhores meios para o conseguir (Bettelheim,2003).

Referências
Bettelheim, B. (2003) Bons Pais - O sucesso na educação dos filhos. Bertrand Editora: Lisboa

Façam bom proveito desta partilha de experiência!
Boas energias!

Nathalie Marques



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dia Mundial do Brincar - O faz de conta que constrói a realidade!

28 de Maio - Dia Internacional do Brincar

Não podia deixar passar um dia que representa algo tão importante na vida psicológica.
Nesse sentido, quero deixar alguns excertos do livro "Bons Pais", da autoria de Bruno Bettelheim, que dedica todo um capítulo à importância do Brincar.

"Freud disse que o sonho é a "estrada real" que leva ao inconsciente, e isto é verdade para os adultos e para as crianças.Mas o acto de brincar é a "estrada real" para o mundo interior consciente e inconsciente da criança; se queremos compreender o seu mundo interior e ajudá-las nele temos de aprender a percorrer essa estrada.
Pela maneira de brincar de uma criança podemos compreender como ela vê e constrói o mundo - o que ela gostaria que ele fosse, quais são as suas preocupações e quais os problemas que a afligem. Através das suas brincadeiras, a criança exprime o que lhe seria muito difícil exprimir por palavras. (...) Mesmo quando a criança começa uma brincadeira parcialemte para passar o tempo, aquilo que escolhe para brincar é motivado por processos interiores, desejos, problemas, ansiedades." 

(Bettelheim, 2003 -  Bons Pais - O sucesso na educação dos filhos; Capítulo O desenvolvimento da personalidade: XVI Brincar: uma ponte para a Realidade)


Aproveito esta oportunidade para falar na escolha de brinquedos, na hora de comprar as figuras humanas. Como caucasiana que sou, a questão da "cor de pele" nunca foi exactamente uma questão. O negócio dos brinquedos está, claramente, virado para o público caucasiano.

No meu estágio, decidi construir a minha mala lúdica. Primeiro porque estava com toda a garra para meter as mãos na massa e, depois, porque o centro de saúde onde eu estava pouco ou nada tinha na sala para poder fazer uma intervenção terapêutica. Tive o privilégio de ter uma tarde inteira só para mim, o que me permitia fazer um acompanhamento semanal aos meus pacientes.

A minha primeira paciente era negra. Quando me deparei com a compra do bebé, questionei-me se devia comprar um bebé negro ou branco... Decidi optar pelo "branco"... de uma forma prática pensei "as crianças negras estão habituadas aos nenucos de beleza vulgar, brancos de olhos azuis. E assim foi...
Entretanto, alguns anos mais tarde, e já com a minha mala de ludo completa, decici comprar um bebé negro (fotografia do lado direiro) porque tinha uma nova paciente negra... desta vez quis fazer a experiência.
A minha primeira aprendizagem foi sobre a falta de oferta de bebés negros... encontrei uma variedade infindável de bebés standart. Se fosse no Natal, talvez tivesse sido diferente mas, em Março... foi muito difícil de encontrar, tendo acabado por comprar na loja ALE-HOP.
 Ambos os bebés seguem na mesma mala e a menina, por vontade própria, decide brincar aos cuidados maternos. Ela distribuiu um para cada uma... o branco para ela e o negro para mim. Entretando, na mesma altura, encontrei na loja TIGER uma familia negra que, sem hesitar, comprei. Fiquei curiosa sonbre o impacto que isto teria... pois bem... duante um momento lúdica, a família de "brancos" eram os ricos e os a "família de negros" os pobres...

Deixo aqui esta experiência porque fiquei a pensar no impacto da sociedade e da indústria infantil na construção da identidade das crianças das minorias étnicas. De facto, há experiênias (abaixo) que revelam as preferências das crianças, havendo uma desvalorização do que é mais incomum e pior conotado, mesmo quando se trata do seu próprio fenótipo.Brincar é também ser confrontado e aprender sobre estas questões. Eu própria, na minha infância, num grupo de meninas que não eram as minha "melhores amigas" deparei-me com isto quando, por eu ser o elemento menos importante, me deram uma Barbie negra para brincar... Lembro-me de pensar que "só me deram aquela boneca porque é aquela que não querem" e foi a primeira vez que, realmente, me questionei sobre as raças... desde aí... ao longo de muito tempo, apercebi-me da importância de dar uma oportunidade ao que me era "diferente".



Energia e reflexão para todos!!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Ludoterapia - Era uma vez... Science 4 you!


Olá a todos,

Venho falar-vos de um novo material que me foi oferecido com muito amor e pelo qual estou fascinada.

Descobri este jogo na altura do Natal, quando andava à procura de um livro para oferecer a uma amiga, Educadora de Infância. Dirigi-me à Bertrand do Centro Comercial Dolce Vita Tejo (Amadora) e a funcionária sugeriu esta actividade que, aparentemente, tem tido muito sucesso junto da criançada (o que foi confirmado pela minha amiga). Como me apaixonei por isto, uma pessoal muito especial fez-me a surpresa de oferecer.

Não é caro (6.99€) e é muito fácil de usar. Traz 9 dados, que devem ser lançados simultâneamente e, a partir daí, construir uma história. Dentro da caixa traz um livro com cenários, que podem servir como contexto do conto. 

Segundo a Science4You, este momento lúdico desenvolve competências como o Vocabulário, Raciocínio, Interacção Social, Criatividade e Aprendizagem. Concordo plenamente e saliento que são aspectos fundamentais para um crescimento saudável. Desta forma, gostava de explorar um pouco cada domínio e a sua aplicabilidade ao nível psicológico.

Vocabulário e Raciocínio - Durante a avaliação psicológica, algumas provas (modelo Dinâmico) baseiam-se em contar histórias perante imagens que lhes são apresentados. Entre outros domínios, é avaliada a capacidade de expressão, a organização do pensamento e a qualidade dos itens apresentados, uma vez que espelham os conteúdos internos de cada um. 
Deparamo-nos frequentemente com dificuldades em aceder e evocar esses conteúdos, o que dificulta a capacidade de expressão e gestão emocional, tornando-se um obstáculo à promoção e manutenção do bem-estar.
Esta actividade fomenta esta expressão, facilitada pelo terapeuta que ajuda a organizar ideias e emoções. A validação dos seus sentimentos e o envolvimento nas suas fantasias permitirá um reforço de si mesmo e uma diminuição da ansiedade.

Interacção Social - Durante o momento lúdico, há uma partilha conhecimentos, interesses e de afecto. Estas actividades fomentam a relação privilegiada, esperada numa sessão. A aceitação do mundo das crianças/jovens irá apoiar as aprendizagens sobre si mesmo.

Criatividade - É um aspecto fundamental que, na minha opinião, é sub-valorizado quanto à sua importância no percurso de vida. Uma mente exercitada pela estimulação da criatividade é uma mente que, facilmente, face a problemas e obstáculos, põe em funcionamento os seus recursos internos e ultrapassa as várias situações do dia-a-dia. Ser criativo é conseguir pensar para além do óbvio e, de forma eficaz, resolver as questões pelas quais somos confrontados. Criar histórias, por si só, pode não parecer útil mas esta actividade envolve evocar os nossos conhecimentos e pensamentos, evitando que fiquem perdidos no nosso ser e nunca utilizados.

Aprendizagem - Não irei explicar muito este domínio porque estaria a repetir-me. Todos os pontos anteriores permitem aprendizagens de conteúdos, do outro e de si mesmo. Toda a experiência é um aglomerado de aprendizagens que traduz quem somos e quem queremos ser.

Espero que gostem deste material... é muito interessante e é mais um contributo para uma óptima prática profissional.
Deixo abaixo um vídeo da Science4You ;)






Boas Energias para Todos!!!
Nathalie Marques, Psicóloga

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Começar o Ano com Energia e Alegria

Olá,,

Um bom ano para todos.

Estamos no início do novo ano e, como quase toda a gente, fiz as minhas "promessas" para 2015.
Mas não é disso que venho falar, venho sim propor começar o ano a fazer actividade física. Não vou falar dos benefícios do desporto porque isso todos sabemos e não vou aborrecer com isso.
Venho propor a modalidade da moda, a qual também aderi no último ano, a ZUMBA. É uma actividade que permite mexer-nos sem stresses e obrigações, pois não temos de decorar nada, apenas seguir o instrutor e deixar a mente mergulhar nos ritmos. A mim faz grande efeito... diverte-me, relaxa-me e faz-me sentir exercitada. No fundo, faz bem à mente e ao corpo!

Por isso, venho deixar-vos uma proposta... Venham assistir à Mega Aula que irá decorrer na Amadora, no Clube Recreativo do Bairro Janeiro.


Para obter as pulseiras, basta dirigirem-se ao clube ou então contactar as instrutoras (Marta Cisneiro e Alexandra Franco).

bjs

Nathalie M.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ludoterapia para Todos - Plasticinas

Olá Pessoal,

Ao longo dos tempos, tenho vindo a receber e-mails a solicitar material que fale sobre a mala de ludo, acima de tudo, sobre os significados de cada brinquedo.

Tenho consciência da escassez de informação que existe sobre este tema e, por forma a satisfazer as dúvidas de muitos de vocês, decidi que os próximos artigos que aqui publicarei irão dedicar-se ao significado de cada brinquedo, individualmente.

Começas com a plasticina...


Significado

  • Construção/Transformador;
  • Organizador;
  • Controlo (manipulação pelo sujeito);
  • Contentor (das emoções).
Na prática: em crianças agitadas, a tensão interna é geradora de muita angústia, havendo pouco espaço à capacidade em estabilizar-se, o que leva à necessidade de controlo intenso. 
Penso na plasticina quase como uma bola anti-stress, com a vantagem de ser manipulável, ao contrário dos elementos externos, estimuladores da ansiedade. 
Ser dono de uma construção (o que quer que a criança faça) dá-lhes uma noção de "poder" que vai, subtilmente, atenuando as sensações e as "conversas" internas que vai vivenciando. Comandar uma acção vai poder, aos poucos, mostrar que pode ser líder da forma como interage com o mundo externo.

Obrigada

Nathalie M.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Colecção "Vou pensar nisto" - Livros

Olá a todos,

Este mês queria apresentar-vos uma colecção que encontrei recentemente nas lojas "Pingo Doce". É uma colecção produzida pela Editora Alêtheia exclusivamente para o Pingo Doce e é muito interessante do ponto de vista da psicologia.

Apresento-vos 4 livros da colecção: "Liberdade", "Coragem", "Amizade" e "Esperança", da Autora Isabel Zambujal e Ilustração de Inês Fonseca - .

São livros muito simples, com frases de reflexão que podem servir de ponto de partida para pensar sobre o tema, iniciar um processo de pensamento e, de uma forma geral, servir de mediador da palavra. Um exemplo disso é a frase do livro "Coragem": "A coragem confunde-nos. Ás vezes precisamos dela para dizer sim e outras para dizer não.".

Já utilizei nas minhas sessões, as crianças ficaram muito interessadas e aderiram muito bem em pensar no significado das frases. Teve tanto sucesso, que estavam curiosas em relação aos restantes livros.  

E assim, o terapeuta tem como papel ajudar a pensar sobre estes aspectos, escutar os seus significados e acompanhar na mudança.

Deixo-vos algumas fotografias para poderem ver os livros.







Espero que gostem!

Abraço cheio de energia!

Nathalie M.